Sempre gostei muito de rock, mas nunca fui de ouvir Elvis Presley e se me perguntarem por que, eu não sei responder, é aquela história: sempre sabemos por que fazemos as coisas, mas nem sempre sabemos por que deixamos de fazer; sendo assim sei exatamente porque li ELVIS E SUA PÉLVIS: é a história do Rei do Rock, ele é uma lenda, levava multidões ao delírio, e eu não poderia ficar na curiosidade de saber como é que ele fazia isso.
Elvis foi um garoto muito pobre, mas pobre mesmo, e desde cedo impressionava seus pais pela incrível capacidade de memorização, pois o menino decorava todas as letras das músicas que ouvia na rádio, mesmo tendo ouvido-as apenas uma vez. Ele cantava na igreja, mas às vezes a desobedecia e ia ao cinema com seu pai, ou seja, a música e o cinema fizeram parte da sua vida desde a infância.
Esse livro conta a história de Elvis de um jeito muito irreverente, é impossível não rir em algumas passagens; as ilustrações são um caso a parte e trazem mais humor à biografia. Tem três seções que aparecem no meio da história: o Diário perdido de Elvis, onde o autor expõem o que Elvis estaria pensando a respeito dos acontecimentos da sua vida; os jornais da época, que mostram como a sociedade via o fenômeno Elvis; a garota da vez, que sempre traz informações a respeito da garota da vez na vida do Rei, e eu sempre imaginei que fossem muitas, mas na verdade foram pouquíssimas as que mereceram fazer parte da sua biografia; e os ídolos do ídolo, uma ótima seção pra quem, assim como eu não viveu naquele tempo e não conhece nenhum daqueles caras.