22 junho 2011

AS COBRAS: ANTOLOGIA DEFINITIVA
Cris Compagnoni dos Reis15:09 1 comentários

“As cobras são o produto da combinação do meu gosto por quadrinhos com as minhas limitações como desenhista. Cobra é muito fácil de fazer, só tem pescoço.” Pelo menos foi assim que Luis Fernando Verissimo definiu a sua aventura nos quadrinhos, eu já acho que a economia de traços traz um toque cômico, parece algo feito as pressas pra poder rir logo da piada.


AS COBRAS é um livro de tiras que inicialmente começaram a ser publicadas no jornal Zero Hora de Porto Alegre, segundo o autor era o tempo da censura e muitas vezes podia se dizer com desenhos o que não podia se dizer com textos. Mas mesmo tendo que passar pela censura pra poder ser publicada elas não perderam o bom humor, aliás, falar que alguma obra do Verissimo é engraçada chega a ser redundante.

15 junho 2011

ELVIS E SUA PÉLVIS
Cris Compagnoni dos Reis11:54 2 comentários


Sempre gostei muito de rock, mas nunca fui de ouvir Elvis Presley e se me perguntarem por que, eu não sei responder, é aquela história: sempre sabemos por que fazemos as coisas, mas nem sempre sabemos por que deixamos de fazer; sendo assim sei exatamente porque li ELVIS E SUA PÉLVIS: é a história do Rei do Rock, ele é uma lenda, levava multidões ao delírio, e eu não poderia ficar na curiosidade de saber como é que ele fazia isso.

Elvis foi um garoto muito pobre, mas pobre mesmo, e desde cedo impressionava seus pais pela incrível capacidade de memorização, pois o menino decorava todas as letras das músicas que ouvia na rádio, mesmo tendo ouvido-as apenas uma vez. Ele cantava na igreja, mas às vezes a desobedecia e ia ao cinema com seu pai, ou seja, a música e o cinema fizeram parte da sua vida desde a infância.

Esse livro conta a história de Elvis de um jeito muito irreverente, é impossível não rir em algumas passagens; as ilustrações são um caso a parte e trazem mais humor à biografia. Tem três seções que aparecem no meio da história: o Diário perdido de Elvis, onde o autor expõem o que Elvis estaria pensando a respeito dos acontecimentos da sua vida; os jornais da época, que mostram como a sociedade via o fenômeno Elvis; a garota da vez, que sempre traz informações a respeito da garota da vez na vida do Rei, e eu sempre imaginei que fossem muitas, mas na verdade foram pouquíssimas as que mereceram fazer parte da sua biografia; e os ídolos do ídolo, uma ótima seção pra quem, assim como eu não viveu naquele tempo e não conhece nenhum daqueles caras.

08 junho 2011

BEBER, JOGAR, F@#ER: a jornada de um homem em busca de diversão na Irlanda, em Las Vegas e na Tailândia
Cris Compagnoni dos Reis11:55 4 comentários


Não há dúvidas de que BEBER, JOGAR, F@#ER é a versão masculina do livro: COMER, REZAR, AMAR da Elizabeth Gilbert que eu ainda não li e nem sei dizer o porquê, o que sei é que o título do livro do Andrew Gottlieb me chamou mais a atenção no momento em que escolhia um deles para ler primeiro; sendo que o que eu queria mesmo era rir, o que de fato aconteceu enquanto lia este livro.

O livro conta a história de Bob Sulivan e o subtítulo é praticamente um resumo do mesmo. Após ter sido chifrado e levado um belo pé na bunda depois de oito anos de casamento ele decide aproveitar a vida e se divertir o máximo possível, e é exatamente isso que ele faz, desconecta-se do “mundo real” por um ano em uma espécie de férias entendidas, para curtir tudo que a vida tem a lhe oferecer.

A primeira parada de sua jornada é a Irlanda, onde ele aprende tudo o que é possível aprender sobre bebidas alcoólicas, principalmente cerveja e uísque, porres e ressacas, e nada de teorias, seu aprendizado é na prática, durante o tempo que ele passa em Dublin ou Bob está bêbado ou está dormindo. Ele não conheceu todos os pubs da cidade, mas os principais, e para encerrar os seus quatro meses de diversão etílica ele vai fazer o tour do uísque pelo interior da Irlanda, conhecer aquelas destilarias seculares e os processos de fabricação. Mesmo estando sempre alcoolizado, ele tem muitas histórias engraçadas pra contar.

03 junho 2011

BEOWULF
Cris Compagnoni dos Reis16:57 2 comentários


A primeira vez que ouvi falar de Beowulf foi no cinema, fui assistir a adaptação “A lenda de Baowulf”, mas isso faz tanto tempo que não me recordo muito bem da história, o que posso afirmar com certeza é que o que vi na telona é apenas metade da história contada por Welwyn Wilton Katz neste livro.

Beowulf é um personagem da mitologia nórdica que pode ter existido já que não era nenhum deus ou portador de poderes sobrenaturais, mas ele era conhecido por ter a força de trinta homens, uma espécie de Sanção. Apesar de ser um guerreiro como nenhum outro, ele não era muito estimado pelo tio, Hygelac, rei dos gautas.

O que o corajoso guerreiro mais desejava era ser valorizado pelo tio, mas as suas façanhas não o impressionavam nenhum pouco; então, quando ouviu falar que um ogro, Grendel, estava atacando freqüentemente o reino da Dinamarca, é para lá que Beowulf vai. Ele mata Grendel com as próprias mãos, mas a bruxa mãe do ogro mata um dos conselheiros do rei Hrothgar para se vingar.

Até aqui a história contada no cinema é a muito parecida com a do livro, mas desse ponto em diante elas tomam rumos distintos; no filme Beowulf vai atrás da bruxa com a intenção de matá-la, mas ao entrar na sua caverna depara-se com uma linda mulher com quem acaba se envolvendo; ele volta para o palácio e convence a todos de que a bruxa está morta e é proclamado herói. E na telona, é a í que a história se encerra.

01 junho 2011

O SENHOR DOS ANÉIS – A SOCIEDADE DO ANEL
Cris Compagnoni dos Reis09:03 0 comentários


Tenho tanto a dizer sobre essa trilogia que ao mesmo tempo que, temo me estender em demasia e produzir um texto muito longo também fico com medo de deixar de fora algum detalhe que possa fazer uma gigantesca diferença. O fato é que as histórias de Tolkien exercem sobre mim um fascínio inexplicável, as vezes tenho a impressão de que pertenço à aquele mundo que ele criou e não a este em que vivo.


Na tentativa de organizar um pouco minhas idéias, falarei um pouco de dada livro (cada qual em uma postagem) depois escrevo mais sobre a obra toda de forma mais geral, sem me ater as histórias.

Para começar, devo confessar que a minha admiração por essa trilogia não foi a primeira vista, a primeira vez que peguei na mão para ler aquele volume único com 1202 páginas não entendi nada, li umas dez páginas e tenho a impressão de que se tivesse tentado ler em russo (idioma que desconheço) teria a mesma compreensão. Mas eu não desisti, com o auxílio da internet descobri que havia um livro que precedia a aventura de Frodo, então eu li O HOBBIT; depois disso, aquelas 1202 páginas foram devoradas em duas semanas.